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50.
sábado, abril 05, 2008

::Toque Solto::

Não consigo mais imaginar a vida deserta de teus dedos
Que abordam, palpitam, entoam, dançam
Teus pequenos dedos valsando
Manhãs e noites de música e tatos

Que foi de mim quando em teus braços?
Que fome é essa inabalável?
Beiro o abismo quando em ti
O abandono faz-me líquida

Contorno horas de ausência
Omitindo sonhos na vontade pura
Da lama crua, das ondas púrpuras
Ora leve e preciso, ora só crepúsculo.

Palavras têm forma, dançam em minhas mãos
Como é mesmo teu nome doce?
Como esqueço teu toque solto,
Se permaneço preenchida do vazio que deixaste?


49.

Homenagem

Inesperadamente, a moça pegou nos meus seios. No meio do bar, que aos poucos serenava o fim da noite. Atrevida, pegou de novo. Eu não resisti, enfiei a mão por baixo da sua saia, esperando o freio. Ela não reagiu, ao contrário, dizia que estava gostoso. Senti o pé do meu namorado abrindo passagem pelos meus dedos. A moça sorria. Uma confusão de pé, mão e xoxota acontecia ocultamente debaixo da mesa. Ocultamente?

Levantei-me, paguei a conta, trazendo a última garrafa de vinho debaixo do braço. Fomos andando, eu segurando com força a moça pelo quadril, arriscada que ela estava de cair. Ela enfiava a mão dentro da minha blusa, discretamente, segundo ela. Meu namorado de quando em quando metia a mão na minha bunda (ou na dela?).

Paramos no meu apartamento. Ela pediu vinho e acendeu um cigarro. Ele me pegou, arrancou minha camisa e me beijou. Larguei dele e fui para ela. Arranquei a roupa dela enquanto ele arrancava o resto da minha. Emaranhado de roupas no chão.

Ela apagou a luz. Sentei-a numa cadeira. Beijei pescoço, colo, seios. Ele brincava mais embaixo, mais ciente das coisas do que eu. Ela levantou, subitamente lúcida. Ah, não, eu não ia deixar assim, agarrei-a pelas costas, encostei-a na parede. Nessa posição, tocá-la era semelhante a me tocar, não foi difícil encaixar meus dedos na sua boceta. Meu namorado me fodia por trás e eu escutava os gemidos dela, dizia que a amava em seu ouvido. Ele gozou e caiu por baixo de nós. Os dedos dele brincavam com as duas, ela procurava minha bunda, até que, talvez satisfeita, talvez novamente lúcida, acendeu um cigarro e pediu para voltar para casa.

Vesti a roupa, ainda melada da porra dos dois. Deixamos ela na sua casa, cambaleantes.

No apartamento novamente, lembramos que ainda de manhã conversamos sobre outra mulher em nossa cama, sem saber o que minha amiga terminaria por nos oferecer. Ainda houve fôlego para, rememorando, o banheiro me ver gozar no pau dele.

Agora tenho medo dos meus desejos, vai que todos se realizam? E, pelo inusitado da situação, ainda me pergunto se tudo aconteceu assim mesmo...




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