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62.
segunda-feira, setembro 08, 2008

Não fui eu, foi meu eu lírico. :)

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Um certo dia arrancado da agenda de uma certa moça polida
o ciúme só enxerga as cores da malícia - a.h.

Eu poderia falar das flores e dos funerais, poderia falar da graça e da surpresa, da ausência e da expectativa, mas vou falar mesmo é que eu desisto de ser boa, desisto de sonhar bobagenzinhas cor-de-rosa, desisto dos homens e de suas necessidades bobas.

Eu não me rendo, eu não me submeto, eu continuarei andando, perdendo quem quiser se perder, amando quem se deixar ser amado, mas não, não vou posar de bonequinha pra uma sociedade machista e filha da puta que, definitivamente, não paga minhas contas.

Não vou negar o meu desejo, sou humana igual aos outros, não vou posar de santinha, não vou permanecer somente para me aquecer na noite fria desta cidade que deixa fugir sua personalidade a todo instante. Quero estar porque quero, sem nada amarrando minha presença. Mas é mais fácil prender o passarinho do que mantê-lo no seu jardim por desejo próprio.

Eu posso, não queria, mas posso continuar sem domínio, sem controle, sem alento, com saudades, com uma certa tristeza que, dizem, é até bonita no coração do artista. Por mais que eu escape da trilha, mais percebo que meu caminho não é ser uma moça-bonita-inteligente-casada-nessa-cidade-pequena-e-cheia-de-vícios. Eu não me submeto.



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