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46.
terça-feira, fevereiro 26, 2008

::Boneca de Porcelana::

Boneca de porcelana que entra pela porta e treme se entregando muito e sem conta louca indiferente em frente ao céu sem estrelas mas há o rio e já não é mais estranho.
É a cidade que me carregou no ventre e agora me assiste desistir de resistir. Tua voz doce me comove e me move já não há mais controle.
Soterro-me em você sou menina vulnerável. Não era eu que nos teus braços desfalecia mas fui eu que tudo sentia. E se tudo era tão perfeito eu me sentia quebradiça.
Nos teus olhos eu entrevia uma dose generosa. Concordei contigo quando não mais era minha a escolha.
E fui tudo unido eternidade paz medo desespero gozo. E ser entregue foi a maneira que consegui ser tua dama.
Boneca de porcelana que você guarda de lembrança.



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