quinta-feira, março 15, 2007

16.

::A barata lispectoriana::

Ontem uma barata posou em minhas costas enquanto eu tentava dormir. Era grande, cascuda e suas asas provocaram uma agonia intensa em minha pele fina. Uma grande dúvida me carregou desde aquele momento: ser amélia, ou mulher-macho? Ou ser homem, ainda? Pior que me parece que todas as alternativas me tirariam pedaços. Eu não poderia ser tudo ao mesmo tempo?

Que encruzilhada a vida nos mete.

(Isso dá uma série...)

8 comentários:

  1. Anônimo1:15 PM

    pode crer q dá uma série... êta baratão!
    saudade de tu, mulher! dá notícias sempre, visse? Joaninha

    ResponderExcluir
  2. Eu acho que foi aí que o Gregório viajou naquele negócio de a parte ser um todo se ela é a parte toda e o todo sem a parte não é todo etc. e tal. Mas o fato é que realmente eu também sinto essa angústia às vezes.
    bj pra ti

    ResponderExcluir
  3. Anônimo8:33 PM

    se amélia, mulher-macho ou homem?... apenas três opções me parecem subestimar a imaginação.

    ResponderExcluir
  4. amei e vou linkar.
    e eu sou mulher-macho.
    bjs!

    ResponderExcluir
  5. Anônimo8:08 AM

    Mulher-macho!Você? És uma Amélia incorrigível, só precisa perder esse restinho de paranóia que as XX da sua geração tem em ser o que são. Aproveita a dúvida e sai de vez do armário :)beijo

    ResponderExcluir
  6. Anônimo8:07 PM

    Por que não ser mulher-fêmea? Escolher ser mais poderosa que a barata; ser maior que os condicionamentos?

    ResponderExcluir
  7. Dona Gregória Samsara, ao sentir a barata pousar em suas costas achou mó barato, e deu uma de G.H. psicossexual.

    ResponderExcluir