::A barata lispectoriana::
Ontem uma barata posou em minhas costas enquanto eu tentava dormir. Era grande, cascuda e suas asas provocaram uma agonia intensa em minha pele fina. Uma grande dúvida me carregou desde aquele momento: ser amélia, ou mulher-macho? Ou ser homem, ainda? Pior que me parece que todas as alternativas me tirariam pedaços. Eu não poderia ser tudo ao mesmo tempo?
Que encruzilhada a vida nos mete.
(Isso dá uma série...)
pode crer q dá uma série... êta baratão!
ResponderExcluirsaudade de tu, mulher! dá notícias sempre, visse? Joaninha
Eu acho que foi aí que o Gregório viajou naquele negócio de a parte ser um todo se ela é a parte toda e o todo sem a parte não é todo etc. e tal. Mas o fato é que realmente eu também sinto essa angústia às vezes.
ResponderExcluirbj pra ti
se amélia, mulher-macho ou homem?... apenas três opções me parecem subestimar a imaginação.
ResponderExcluiramei e vou linkar.
ResponderExcluire eu sou mulher-macho.
bjs!
eita que foto punk
ResponderExcluirMulher-macho!Você? És uma Amélia incorrigível, só precisa perder esse restinho de paranóia que as XX da sua geração tem em ser o que são. Aproveita a dúvida e sai de vez do armário :)beijo
ResponderExcluirPor que não ser mulher-fêmea? Escolher ser mais poderosa que a barata; ser maior que os condicionamentos?
ResponderExcluirDona Gregória Samsara, ao sentir a barata pousar em suas costas achou mó barato, e deu uma de G.H. psicossexual.
ResponderExcluir